quarta-feira, 25 de maio de 2016

Os Versos

" O amor é um bálsamo para as dores
  e luz para nos conduzir nos caminhos tortuosos.
  Vários versos de amor eu li,
  Li diversos autores falando sobre o amor.
  sobre a "multicotomia" dele...
  Ora se fala de um amor transcendental
  Ora de um amor movido pela "paixões" humanas...
  Ora de um amor não-sei- de-que
  Aquele amor que me referi nos dois primeiros versos
  É  o de querer o bem do outro, porém, sem se machucar
  Ou deixar que lhe machuquem -  é algo bem difícil, confesso!
  É o que sabe perdoar!
  É o que cede, em vez de só exigir: "- Quintana, Ai de mim!"
  É o que cala para ouvir....

Se o silêncio falasse…


Se o silêncio falasse da dor de um amor
Se o silêncio falasse das lágrimas que percorrem ligeiramente ao mar
Se o silêncio falasse quando nos calamos
Se o silêncio falasse
O silêncio…

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Desolação

Ele despertara um tanto cético
e os pensamentos perfeitamente delineados se perderam
quando o vento tocou em seus cabelos
e água do rio os seus pés
ficara trôpego

O amargor da insegurança atravessara sua alma novamente


Estava pesado
e pensou que trôpego poderia se iludir
com a beleza das palavras que lhe diziam,
mas, em seus momentos de insegurança
Não conseguia ver profundidade em muitas coisas ditas
e bem desolado por se achar ameaçado
duvidava de tudo...
de si mesmo
da dor
de Neruda
da vida
do engano
e até mesmo do amor
Quanta desolação!



Foto: A. Antunes, 2014 - Santarém/Pará/Brasil

segunda-feira, 16 de maio de 2016

FLUIDEZ

Esses versos são pra esvaziar
a minha mente alucinada
do dia-a-dia
que percorre milhas e milhas
em um só dia

Quero poder derrubar o meu vaso
de pensamentos no rio
E sentir a fluidez

E voltar pra casa  leve e com a esquecida sensatez...

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Para Davis













É só eu lembrar da tua voz
Sussurrando em meus ouvidos
Que a distância se dissipa
E desperta lembranças
Que um dia eu quis esquecer..

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Chuva forte na janela, e, de repente, ela acordou e percebeu que ainda era de madrugada. Ficou muito zangada e tentou dormir - em vão - a cama tinha um vazio que ficara evidente por conta desse súbito susto! Tentou esvaziar a mente: em vão! Virava de um lado para o outro, só conseguiu dormir quando o sol timidamente despontou naquele céu nublado em escalas de cinza.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

PELA JANELA DO QUARTO

 
Da janela do hotel, ela fitava as ruas Viamonte¹ e Paraná e não via nenhuma pessoa, nenhuma vivalma... O frio era protagonista dos dias que se sucederam a sua estadia. O céu completamente fechado e a chuva fina e “insistente” deixavam-na um pouco paranoica. Na frente, havia um prédio, mas, ninguém olhava na janela, observou que nono andar havia alguém – não conseguiu distinguir pela silhueta se era homem, mulher ou uma criança vendo televisão – aqueles programas enfadonhos. Aquela situação estava a consumindo, como o fumante consome o seu cigarro. As lembranças da terra com o céu azul e com poucas nuvens, do calor e do encontro dos rios a faziam sorrir num momento de lucidez, mas, tão acabava de sorrir e o surto voltava novamente, entretanto, a única pessoa que poderia perceber o lugar paralelo em que se encontrava, estava dormindo... No outro canto, tinha outro prédio antigo e muito rico em detalhes, se prendia aqueles detalhes rebuscados na tentativa vã de imaginar quem vivera ali e como tinham vivido... Será que eram felizes? Ou será que tiveram um desatino?Oh meu Deus! Isso é um sonho? Que vontade de gritar bem alto...

¹ Viamonte é uma rua da Cidade de Buenos Aires - Há vários casarões antigos e nas proximidades, observa-se uma grande quantidade de pequenos teatros.